A tecnologia como aliada dos centros de diagnósticos na prevenção de quedas e lesões

  • 25 de maio de 2022

 

Há mais de 20 anos, a medicina tem estudado como reduzir o risco de quedas e lesões. Porém, mesmo com os avanços dos diagnósticos, ainda é um desafio identificar os sintomas e as causas que as provocam.

A prevenção e a longevidade ativa estão entre os principais desafios que acometem o setor de saúde. Trata-se pilares muito importantes para o alcance da medicina baseada em valor e para posicionar o paciente no centro de todo o cuidado.

Para o sucesso na prevenção da fragilidade, lesões e quedas, é fundamental a conscientização, o acesso e o engajamento da população no desenvolvimento de um estilo de vida mais ativo. Nesse sentido, a tecnologia pode ser uma peça fundamental para apoiar no equilíbrio da saúde, auxiliando a medir e tratar o problema com antecedência ao invés de lidar com as suas consequências.

Qual a importância de falarmos sobre quedas e lesões?

O Brasil está invertendo sua pirâmide etária. São cerca de 28 milhões de idosos  e segundo estimativas do IBGE, até 2040, esse número deve dobrar.

Dados também mostram que 60% das visitas a prontos-socorros e 93% dos casos de fraturas no quadril entre idosos são consequências de quedas, que também são responsáveis por mais de 50 mil internações por ano. Com um agravante: 25% dos idosos que sofrem quedas são hospitalizados e 20% morrem no primeiro ano após a fratura – as quedas e lesões representam a 3ª maior causa de morte entre idosos brasileiros.

E não para por aí: estima-se que um em cada três indivíduos com mais de 65 anos sofram uma queda por ano, sendo que 20 deles podem vivenciar uma fratura ou necessitar de internação em decorrência desses acidentes. Além disso, dentre os mais idosos (80 anos ou mais), 40% caem a cada ano e, entre os que moram em asilos e casas de repouso, a frequência de quedas é de 50%.

Também é preciso salientar o quanto isso onera o sistema. São US$54 bilhões de gastos por ano em assistência médica direta e US$14 bilhões em perda de produtividade. Ademais, US$50 bilhões são gastos anualmente com quedas nos EUA e, em 2050, esse número será de US$100 bilhões. As multimorbidades dobrarão até 2035 e serão a principal causa de despesas na Saúde Suplementar.

Uma oportunidade em meio ao cenário

É bastante clara a ideia de que existe uma demanda crescente do mercado de saúde pela busca de maior longevidade da população, foco na prevenção e conectividade.

Por outro lado, há também uma grande oportunidade na promoção da saúde por meio do diagnóstico preditivo de risco motor e incentivo à atividade física – e os centros de diagnóstico precisam encontrar meios de ter esse olhar mais amplo no que diz respeito ao cuidado do paciente.

Oferecer maior qualificação na assistência, eficiência operacional, redução de custos e incremento de receita estão entre as estratégias que devem ser adotadas pelos laboratórios. Isso pode ser feito empregando protocolos inovadores de avaliações preditivas e preventivas de alta precisão, monitoramento digital da saúde física, gestão de dados e promoção da longevidade saudável.

A tecnologia como aliada na prevenção e diagnóstico

Agregar tecnologia aos serviços é promover a saúde sem aumentar os custos fixos.

A TechBalance, healthtech 100% brasileira fundada em 2017 e que é investida pela Shift por meio do Health Square, seu hub de inovação, desenvolveu uma plataforma tecnológica que oferece um ecossistema de serviços de triagem, avaliação de risco, acompanhamento, análise de dados e prevenção ativa. O  foco está no bem-estar motor e prevenção de quedas e lesões de pessoas de todas as idades, em especial do público 60+ e praticantes de atividades esportivas.

A plataforma, com tecnologia própria e patenteada, permite avaliar e acompanhar o risco de quedas e lesões, com análise do equilíbrio postural, por meio de sensores do celular, para idosos e adultos. Com inteligência artificial e um dashboard personalizável, é possível gerar relatórios individuais e populacionais aprofundados. Ou seja, é como uma ferramenta de business intelligence para análise de dados epidemiológicos, permitindo a obtenção de insights e a gestão de saúde populacional.

Além dos exames digitais, a plataforma contempla um portal para o acompanhamento dos resultados dos pacientes monitorados, trazendo informações detalhadas individualmente, inclusive para a gestão do envelhecimento. Entre os parâmetros, estão os riscos possíveis, posturas mais críticas, fatores do histórico do paciente que podem ser plausíveis de atenção e fornecem métricas para determinar se o plano de tratamento e acompanhamento proposto estão sendo efetivos, além de pautar a aplicação de medidas preventivas e educativas.

Além do diagnóstico de lesão e fragilidades de idosos, a TechBalance também auxilia pacientes de hospitais, clínicas e laboratórios. Tanto pacientes com condições fisiológicas normais quanto pacientes com condições especiais na linha clínico motora e neurológica podem ser acompanhados.

Os beneficiários de seguradoras de saúde, por sua vez, têm a vantagem de um tratamento preventivo e, por outro lado, para as fontes pagadoras, é sinônimo de evitar sinistros e intervenções futuras. Paralelamente, academias e equipes médicas de times esportivos ou de atletas podem fazer esse acompanhamento com foco no desempenho.

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