• 24 de Março de 2020

 

As mudanças no padrão TISS são recorrentes no mercado da saúde suplementar, demandando contínuas adaptações de laboratórios e centros de medicina diagnóstica. Apesar dos desafios do processo, as alterações são benéficas, sempre focalizadas em potencializar a comunicação na saúde suplementar. Em dezembro de 2019, foi lançada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) uma nova atualização no sistema de troca de dados, que entrou em vigor em 1º de março de 2020.

Preparamos este conteúdo especial com informações valiosas sobre as alterações na padronização TISS, para facilitar a gestão do seu laboratório. Venha conosco para compreender melhor o assunto!

O que é o TISS e por que ele é relevante para a saúde nacional?

A Troca de Informações de Saúde Suplementar (TISS) é uma padronização instituída pela ANS que define o fluxo de informação entre as organizações que prestam serviços em saúde, os convênios e a Agência Nacional de Saúde Suplementar. A primeira versão foi lançada em 2007 e, desde então, diversas modificações foram efetuadas, sempre no sentido de melhora das operações entre essas entidades.

Antes, as guias de atendimento eram criadas pelos planos de saúde, nas quais se autorizava os procedimentos e que eram enviadas para a ANS. Com o TISS, foi definida uma nova dinâmica de processos, em que a estrutura para preenchimento de dados é padronizada. Destacamos que o TISS tem integração com a Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS), uma nomenclatura padrão categorizada em tabelas que simplifica o processo comunicativo.

O TISS é bastante relevante para a saúde nacional, já que ele contribui para tornar mais fácil o fluxo de informações, simplificando as operações entre as instituições envolvidas. Outra grande contribuição do padrão foi a informatização da troca de dados, o que estabelece uma gestão de processos laboratoriais mais sustentável, ágil e com menos burocracias.

Quais são as mudanças no TISS?

A versão 3.04.01 do TISS trouxe várias modificações importantes e já está em vigor. Acompanhe os detalhes sobre essas alterações a seguir e mantenha o seu laboratório atualizado.

Atualização dos componentes

O modelos mais recente contam com cinco componentes, em vez de quatro. O componente organizacional é aquele que mostra as regras para preenchimento dos formulários, contribuindo para a operacionalidade do TISS. É nesse item que o colaborador acessa as principais normas que conduzem os cadastros e prestação de informações, indicando com clareza e de forma concisa as principais mudanças.

O componente conteúdo e estrutura inclui uma tabela e dois arquivos em versão PDF para a padronização dos formatos dos dados para o intercâmbio de informações e para o plano de contingência. Já o componente de representação de conceitos em saúde traz as tabelas da Terminologia Unificada em Saúde Suplementar, com a nomenclatura uniformizada para cada procedimento realizado no laboratório.

Acrescentamos juntamente que o componente de segurança e privacidade aborda os itens necessários para o sigilo e a confidencialidade das informações de saúde. Por último, há o componente de comunicação, que tem a linguagem de marcação Extensible Markup Language (XML) e que define os meios para a comunicação das mensagens estabelecidas no componente de conteúdo e estrutura.

Modificações no componente organizacional

O componente organizacional mostra as principais normativas e a versão do documento. É essencial que ele seja conferido para que o colaborador saiba se está com a versão atualizada.

Alterações no componente conteúdo e estrutura

No componente conteúdo e estrutura, houve a inclusão de uma nova tag no arquivo XML do faturamento, que é o sequencialitem, um campo com 4 dígitos numéricos para cada exame, que deve ser preenchido pelo convênio.

Essa mudança é obrigatória, enquanto a maior parte das outras alterações está condicionada a algum contexto, ou seja, algumas fontes pagadoras exigem, outras não. Além disso, foi incluído o campo “item vinculado ao procedimento”, abordando se há medicação incluída em determinada prática profissional.

Mudanças no componente da comunicação

No campo da identificação do beneficiário, há uma nova codificação para a forma de identificar o paciente, com a inclusão do campo tipoident. A tabela 72 deve ser consultada para o preenchimento do item. Ela engloba meios como o código de barras, tarja magnética, cartão de identificação, impressão digital, leitura facial, de íris ou da geometria da mão, cada item sendo associado a uma numeração.

Outra alteração nesse componente foi a inclusão da tag chamada tipoEtapaAutorização. A tag indica o tipo de autorização e é obrigatória em alguns procedimentos como internação, autorização, e em caso de Serviço de Apoio ao Diagnóstico Terapêutico (SADT). Para efetivar o preenchimento, é necessário consultar a tabela auxiliar 73. Além disso, nesse componente, houve a implementação do campo codValidação. É necessário consultar a tabela 74, que mostra os motivos da ausência do código de validação, para os casos em que o colaborador não teve possibilidade de informar a codificação.

Qual o impacto do TISS para laboratórios?

Com a inclusão de novas informações para preenchimento no ato do atendimento ao paciente, é importante que o parceiro tecnológico esteja atento às novas mudanças, acompanhando através das fontes oficiais e junto aos parceiros tecnológicos, pois além de estarem relacionadas à legislação, podem gerar impactos no fluxo operacional do atendimento.

Dessa forma, é possível programar uma transição mais fluida, a exemplo da versão atual do TISS, em que o preenchimento de algumas são de responsabilidade da operadora e outras do prestador, oferece o conhecimento necessário e permitindo realizar a adequação da solução tecnológica em tempo hábil.

Isso cria condições para que o laboratório esteja preparado antecipadamente para a entrada em vigor de novas normas e legislações.

Outra grande vantagem é que os documentos podem ser utilizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar para estudos nacionais e epidemiológicos. Isso contribui para a implementação de campanhas e estabelecimento de práticas preventivas.


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