• 28 de agosto de 2020



Desde 11 de março de 2020, vivemos oficialmente em uma pandemia. Muito temos discutido seus efeitos para além da preocupação sanitária, focando, também, no impacto da Covid-19 sobre a economia.
No entanto, o investimento na área da saúde permanece com mais perguntas do que respostas. Tendemos a crescer ou reduzir com a pandemia? Quais as tendências do momento? Como ficará a medicina diagnóstica no cenário pós-pandemia?
Essas são perguntas complexas, que merecem uma reflexão aprofundada sobre o tema. Para nos ajudar a respondê-las, este artigo conta com uma entrevista exclusiva com Vinícius Pradella, coordenador comercial e de marketing da Shift. Continue lendo para saber mais.
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Qual foi o impacto da pandemia nos laboratórios?

É assunto notório que a economia foi, como um todo, negativamente impactada pela pandemia. O distanciamento social e o fechamento obrigatório de estabelecimentos em algumas cidades afetaram diversas áreas, desde o setor de serviços até o varejo.
Embora a saúde seja uma área essencial, esse cenário não deixou os laboratórios de fora. Pradella nos conta que, especialmente nas primeiras semanas da pandemia, tivemos uma queda considerável na demanda por serviços laboratoriais — chegando, em alguns casos, a uma redução superior aos 75% nos laboratórios.
Vinícius também nos conta que esse impacto não passou despercebido no setor.

A rapidez com a qual o novo cenário se instaurou levou a uma necessidade urgente de adaptação nos laboratórios. Não há dúvidas de que todas as empresas precisaram tomar decisões importantes nos últimos meses para que pudessem continuar atuantes.

Uma maneira que os laboratórios encontraram para equilibrar a balança foi apostar em tecnologia. Focada especialmente na qualidade e eficiência operacional, segurança do paciente e sua interface com o laboratório, a inovação se tornou necessária no momento de crise. A boa notícia é que, apesar do susto, estamos conseguindo reverter a baixa inicial e nos adaptar ao “novo normal”.

Como a tecnologia tem auxiliado os laboratórios durante a pandemia?

Segundo Pradella, a tecnologia se tornou uma ferramenta estratégica e fundamental em todo o mercado. De uma maneira geral, é ela que sustenta, por exemplo, o home office e que permite o levantamento de dados que suportam as tomadas de decisão — seja em laboratórios de análises clínicas ou em outros setores.
Especificamente falando em medicina laboratorial, a tecnologia permitiu inovarmos para retomar a viabilização de serviços durante o isolamento social e a aproximação do paciente. Exemplos que Vinícius nos deu são o cadastro e pré-agendamento de exames através de plataformas digitais, a coleta de amostras em domicílio e a coleta em “drive thru”, que ampliaram e diversificaram a capacidade de continuidade dos serviços do laboratório.

Além disso, a tecnologia serviu para otimizar e simplificar a interface do laboratório com o paciente. Isso ocorre, principalmente, com aplicativos e sites, que permitem o pré- agendamento de exames, a consulta de informações importantes como o funcionamento das unidades, preparo de exames e convênios atendidos, bem como a entrega de resultados online, literalmente na palma da mão do paciente, por meio de aplicativos.

A título de exemplo da rápida assimilação da inovação tecnológica na saúde, não podemos deixar de citar a popularização da telemedicina, aprovada pelo Senado em caráter emergencial durante a pandemia. Isso permitiu uma retomada nos serviços de saúde eletivos, que certamente pôde ser sentida em laboratórios de todo o Brasil.
Por fim, Pradella nos explica que a tecnologia também auxilia na gestão do laboratório: ela se tornou fundamental para garantir operações sem desperdício, automatizar processos e suportar a tomada de decisões — em um momento em que elas ganham uma proporção ainda maior.
Um exemplo disso é a busca pela metodologia Lean Manufacturing. Significando literalmente “manufatura enxuta”, ela busca minimizar os desperdícios e utilizar mais eficientemente nossos recursos.
Em um período de queda na arrecadação, esses objetivos deixam de ser um diferencial e se tornam obrigatórios para os laboratórios. Todo esse cenário serviu para, em meio à crise, alavancar os investimentos em TI. Inclusive, essa é uma tendência que tende a ser mantida.

Quais as tendências para a medicina diagnóstica no cenário pós- pandemia?

Segundo Vinícius, um conceito que tende a ser observado com mais prudência no cenário pós- pandemia é o de cadeia de valor. Ela representa todas as atividades desempenhadas por uma organização, desde as relações com os fornecedores até a “distribuição” final. Embora o conceito date de 1985, ele continua muito atual, aplicável inclusive em laboratórios.
Em um cenário de retomada dos serviços após a pandemia, isso demonstra a necessidade de uma visão sistêmica e união entre os agentes de saúde — sejam laboratórios, operadoras, médicos ou fornecedores.

As decisões deverão ser tomadas em conjunto, de maneira a evitar falhas ou rupturas em algum segmento específico. Em um momento em que todos são afetados pela crise, essas falhas pontuais se tornam ainda mais frequentes e importantes.

Nesse sentido, o crescimento da demanda por serviços de TI presta um serviço adicional: o de potencializar a transformação da medicina diagnóstica, tornando-a mais integrada e sustentável. Isso permitirá a tomada de decisões ainda mais acordadas após a pandemia, visto que teremos, em nossa maioria, passado por um período de transformação digital.

Como a Shift pode ajudar na retomada dos laboratórios?

A Shift é uma empresa que atua desde 1992 no desenvolvimento de inovações tecnológicas no segmento laboratorial. Nosso objetivo é aumentar a competitividade, qualidade, a agilidade e a eficiência de nossos clientes, que processam anualmente mais de 280 milhões de análises clínicas em todo o Brasil e América Latina.

Estamos atentos às mudanças que a pandemia da Covid-19 trouxe aos laboratórios, e não poupamos esforços: nos reinventamos para atuar em prol dos clientes.

Uma dessas ações foi a liberação gratuita do aplicativo Onlife para todos os clientes, até o final do ano. O objetivo do app é aproximar os pacientes dos laboratórios, melhorando a experiência do indivíduo e trazendo autonomia, mobilidade e agilidade ao atendimento.
Além disso, devido à abrupta queda na demanda de serviços in loco, devido ao isolamento social, oferecemos de forma mais ampliada, serviços remotos e cursos online e gratuitos a todos os clientes, personalizados conforme suas necessidades. Vinícius nos explica que foram mais de 600 participantes de laboratórios de todo o Brasil, com mais de 20 horas de aulas técnicas promovidas pela Academia Shift, frente de gestão de conhecimento da empresa.
Por fim, a Shift também atua especificamente na Covid-19, promovendo soluções digitais, webinars com especialistas e alternativas de sustentação. Graças à inovação e ao trabalho conjunto com nossos clientes, conseguimos retomar as demandas a níveis semelhantes aos anteriores à pandemia. Parte desse resultado é devido à criatividade no atendimento, ao retorno da demanda eletiva e à procura por exames para a própria Covid-19.
Podemos esperar grandes mudanças na medicina diagnóstica no cenário pós-pandemia. Nesse contexto, a tecnologia e a inovação se tornaram peças-chave para os laboratórios, permitindo uma rápida recuperação do impacto inicial. Acreditamos que essas mudanças sejam duradouras e permitam uma evolução constante do segmento laboratorial em todo o Brasil.
Se você também quer inovar em seu laboratório, entre já em contato com a Shift! Estamos prontos para te conhecer melhor e firmar uma parceria.


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