Qual a importância do lifelong learning para a inovação e sustentabilidade no setor de medicina diagnóstica

  • 10 de agosto de 2022

 

Vivemos um período de intensas e constantes mudanças não só na medicina diagnóstica e preventiva, como nos demais segmentos do mercado. Embora não estejamos falando de uma transformação recente, é fato que esse cenário imprevisível foi bastante acelerado nos últimos anos.

Dessa forma, é necessário quebrarmos paradigmas, uma vez que essas transformações interferem nos conceitos que aplicamos em nosso dia a dia e na forma como trabalhamos, desenvolvemos habilidades e fazemos a gestão do centro de diagnóstico. Além disso, também demanda por adaptações de cultura e evoluções frequentes na tecnologia.

Mas, qual é a relação do setor de medicina diagnóstica e sua sustentabilidade com lifelong learning, eventos de mercado e inovação?  Pode até parecer estarmos falando de coisas muito distantes, mas ao final, está tudo interconectado e é isso que debateremos nesse artigo.

Uma breve contextualização do cenário

Antes de avançar nessa discussão a respeito do lifelong learning e sua importância para os negócios, é preciso refletir sobre o momento atual. Por muito tempo, o conceito de Mundo VUCA (que significa Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo) descreveu e ajudou a analisar a realidade em que vivíamos. Nos últimos anos, muitas coisas mudaram. O cenário se tornou cada vez mais imprevisível e fez-se necessário atualizarmos as referências. Essa é a ideia por trás do conceito de Mundo BANI. O acrônimo significa Brittle, Anxious, Nonlinear, and Incomprehensible ou, em português, FANI: Frágil, Ansioso, Não linear e Incompreensível. O que explica muito do contexto em que vivemos.

Vale relembrar que a pandemia impactou a vida de todos de maneira substancial, acelerando a transformação digital exigindo mudanças de comportamentos. Para o setor de medicina diagnóstica, foi um período de grandes desafios, assim como para toda a área de saúde. Foi preciso rever processos, transformar a infraestrutura e a oferta de serviços para garantir a competitividade e até a sustentabilidade dos negócios.

E, apesar da rápida adaptação e de todo o protagonismo do setor de medicina diagnóstica na testagem contra a Covid-19, existem diversos desafios a serem superados. Muitas pessoas deixaram de fazer seus exames periódicos para prevenção e para o acompanhamento de doenças crônicas, por exemplo. Desta forma, criou-se uma demanda reprimida que, hoje, precisa ser atendida com urgência.

Inflação, elevação dos custos, dólar alto, aumento do preço e escassez dos insumos médicos, estagnação nos valores repassados pelas operadoras estão entre os fatores que ameaçam a sustentabilidade do setor.

Como se adaptar?

Pensando no conceito de mundo BANI, para lidar com a fragilidade, precisamos de capacitação e resiliência; já para lidar com a ansiedade, precisamos de empatia e cuidado com a saúde mental. Considerando a não linearidade, é necessário prestar atenção ao contexto e sermos adaptáveis, assim como para atuar no mundo incompreensível, precisamos de transparência e intuição.

Por isso, o desenvolvimento das chamadas Soft Skills, que são as habilidades comportamentais relacionadas a maneira como uma pessoa interage em grupos e como ela lida com suas próprias emoções, é tão importante – sem deixar de lado as Hard Skills, que em um cenário tão inconstante também mudam constantemente. Se pararmos para pensar, quantas vezes foi necessário que alguém da equipe adquirisse novos conhecimentos técnicos?

E qual a única saída para lidar com isso? Diríamos que é estender o conhecimento e seguir o ritmo rápido de atualização do mercado. E é aqui que entra o conceito de lifelong learning ou em português, o “aprendizado para a vida toda”.

Em outras palavras, é um conceito que visa estimular, de maneira voluntária, proativa e permanente, o desenvolvimento pessoal e profissional. Criando a união de formas distintas de aprendizado e encontrando formas colocar esse conhecimento em prática, o lifelong learning não promove uma hierarquia entre diferentes formas de educação.

Como garantir o lifelong learning no dia a dia das empresas

Partindo da premissa de que podemos buscar conhecimento contínuo em diferentes espaços, momentos e formatos, tanto eventos e congressos, quanto summits e webinars são excelentes alternativas para nos mantermos em dia com as soft e hard skills e com as tendências de mercado.

E, depois de uma temporada longa de restrições impostas pela pandemia, os eventos presenciais voltaram para acelerar a busca por conhecimento. No caso do nosso setor, o forte impacto está em permitir o enriquecimento do que há de mais atual no mercado de medicina diagnóstica, proporcionando um aprendizado mais rápido sobre os assuntos abordados. É também uma oportunidade de ficar por dentro de novos estudos científicos nacionais e internacionais; descobrir novos produtos, insumos, players e serviços; ouvir diferentes pontos de vista; receber informações valiosas sobre o mercado de trabalho; e, claro, atingir um nível maior de capacitação.

Por conta disso, as expectativas para a retomada definitiva são grandes. Após vários congressos remotos, os próximos eventos devem acontecer em modalidade híbrida e cada vez mais tecnológicos. Os organizadores estão investindo em conteúdo de qualidade e buscando ferramentas e soluções modernas para informar, entreter e conectar os participantes. Pois, essas além de oportunidade de obter conhecimento, são excelentes opções para ampliar o networking.

O CBAC, maior e principal evento de análises clínicas no Brasil, por exemplo, é uma fonte essencial para quem busca novos conhecimentos e trocas de experiências das melhores práticas laboratoriais. Ele aconteceu em junho e trouxe temas importantes como a Lei de Proteção de Dados, plano de recuperação de desastres (disaster recovery), governança clínica (uso racional de exames laboratoriais), Jornada do Cliente/Paciente e do Corpo Clínico, as principais alterações da legislação RDC 302 pela ANVISA e as atualizações nos conteúdos técnicos: bioquímica, microbiologia, toxicologia, biologia molecular e outros.

Foi também uma oportunidade de vivenciar muito do que foi implantado no período de auge da pandemia. As soluções que favoreceram o diagnóstico, reduzindo tempo de processamento de exames; soluções de comunicação entre clientes e laboratórios e a tecnologia ampla associada a diagnósticos moleculares também estiveram em pauta, agregando conhecimento prático. Outros temas como Customer Experience foram abordados, visando contextualizar a importância do foco no cuidado centrado na pessoa. Temática que tem exigido adaptação por parte dos centros de medicina diagnóstica.

Mais recentemente, aconteceu o Congresso Brasileiro de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, que reuniu milhares de participantes entre congressistas, visitantes, palestrantes e expositores do Brasil, América Latina, Estados Unidos, Europa e Ásia. Tem ainda o Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), o Congresso Matrogrossense de Análises Clínicas (CONAMAC), o 18º Congresso Gaúcho de Análises Clínicas (CONGRELAB) e uma série de outras possibilidades.

Além disso, as empresas também têm procurado promover eventos nos quais seus especialistas podem compartilhar conhecimentos, opinar sobre tendências e apoiar na missão de busca do aprendizado. É o caso da própria Shift, que está sempre trazendo conteúdos técnicos e de mercado como parte das ações da Academia Shift.

Saiba mais sobre como a Academia Shift colabora com o mercado gerando aprendizagem de valor aqui e nos acompanhe nas redes sociais para ficar por dentro das novidades do mercado e eventos!


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