• 19 de Março de 2020

 

Saber gerenciar a fase pós-analítica no laboratório clínico é crucial para monitorar a efetividade e a segurança de processos e a agilidade do atendimento e da emissão de resultados.

Além disso, é fundamental considerar as particularidades de cada etapa, visando ao máximo de eficiência para oferecer serviços ágeis, seguros e com qualidade percebida pelos pacientes.

Neste post, vamos falar sobre alguns tópicos do gerenciamento da fase pós-analítica no laboratório clínico, então, continue a leitura!

Faça a comunicação de resultados críticos

Os resultados críticos dos exames solicitados devem ser comunicados emergencialmente aos pacientes. Porém, o método de abordagem e a descrição do problema devem ser desenvolvidos de forma objetiva e acolhedora.

Isso porque, em algumas situações, os pacientes não foram comunicados previamente pelo seu médico da complexidade clínica, e uma ligação telefônica pode abalar os sentimentos desses indivíduos.

Um ponto importante é a criação de protocolos e procedimentos (documentados) muito claros sobre como agir em cada tipo de situação e sobre quem são os responsáveis por tomar as ações.

Além disso, conforme preconizado pela RDC 320, as acreditações também verificam a efetividade e o funcionamento dos mecanismos, tanto de liberação dos resultados urgentes quanto de comunicação de resultados críticos.

Trabalhe com a verificação automatizada de exames

Uma das formas de garantir que os exames serão processados corretamente é por meio da verificação automatizada, que consiste na realização de análises automaticamente, gerando uma grande quantidade de resultados liberados sem a necessidade de intervenção humana.

Isso funciona por meio de scripts configurados e validados pelos especialistas do laboratório. Os scripts são compostos por delta check com índice de variação biológica, valores normais (valores de referência), resultados correlatos, entre outros, que podem ser combinados de diversas formas utilizando operadores lógicos.

Além disso, os laboratórios mantém profissionais nos setores, que poderão correlacionar resultados alterados, ou mesmo verificar desvios para identificar quaisquer inconformidades.

Essa técnica permite maior produtividade, mais eficiência no processo, maior redução de erros referentes à execução incorreta do exame, entre outras facilidades que influenciam significativamente a rotina laboratorial.

Para tanto, é fundamental inserir o processo de validação dessa funcionalidade, levantar indicadores de efetividade e segurança na execução e prezar pela manutenção preventiva do equipamento.

Invista nos indicadores utilizadas na fase pós-analítica

A fase pós-analítica não é apenas o olhar para os resultados, mas também todo o fluxo de comunicação com pacientes e médicos, itens relacionamos à gestão, entre outros. Por isso, é essencial investir em indicadores mais adequados a essa realidade.

Nesse sentido, os principais indicadores são porcentagens de laudos liberados no prazo, quantitativos de exames solicitados e não liberados, nível de satisfação do paciente, entre outros igualmente importantes.

Por isso, é essencial monitorar cada um deles, avaliar as intervenções e manter os níveis de efetividade condizentes com a qualidade do serviço prestado, principalmente quando se refere aos exames solicitados.

É importante também identificar as não conformidades nessa fase, tais como resultados ilegíveis ou laudos incompletos, antes que estejam disponíveis para os clientes, de forma a garantir uma excelente gestão de resultados.

O gerenciamento da fase pós-analítica no laboratório clínico é complexo e demanda um olhar atento do gestor para os indicadores, principalmente para aqueles mencionados anteriormente para a implantação de medidas preferencialmente preventivas, para a avaliação e para o engajamento dos funcionários e para a otimização das tecnologias existentes.

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