Como a inovação em Saúde impacta o futuro da medicina diagnóstica e preventiva?

  • 09 de fevereiro de 2022

 

A inovação em saúde avança a passos largos, pautada na busca por diferentes formas de solucionar problemas por meio da tecnologia e promover a aplicabilidade dessas novas soluções.

Nunca os investimentos e o capital disponível para inovação foram tão elevados e, não por coincidência, ouvimos tanto falar das healthechs. O mundo dos negócios está muito mais dinâmico e o mercado vem se transformando muito rapidamente.

Aportes sucessivos sendo anunciados e fundos de investimentos no mundo todo apostando na ideia de inovar para incrementar a saúde. Mas, qual o impacto da inovação em saúde no futuro da medicina diagnóstica e preventiva

Contextualizando a inovação em saúde

Cada vez mais é possível notar que inovar vai muito além do pioneirismo. É necessário consistência e adaptabilidade, sempre com olhar atento aos movimentos do mercado, para nunca permanecer acomodado nas mesmas tecnologias que, após alguns anos, podem não mais fazer sentido.

Nesse contexto, a inovação em saúde é composta por um conjunto de mudanças pelas quais vem passando o setor, desde a jornada do paciente até o modelo de remuneração envolvido.

O objetivo deve ser automatizar tarefas, minimizar erros e ineficiências, diminuir prazos e aumentar a personalização do atendimento.

Lembrando que inovar só faz sentido quando alinhada a uma visão de progresso – como cultura, mudando comportamentos e gerando impacto positivo para todos. Ela consegue alavancar e aumentar competências e oportunidades, nunca com o objetivo de substituir pessoas ou trabalhos.

É preciso pensar que seu benefício é a favor da humanidade, não sendo vista como algo que irá nos escravizar ou salvar, mas sim potencializar os cuidados com o paciente.

Como o cenário influencia a inovação em saúde?

O próprio cenário atual acelera a questão da inovação tecnológica. A maior longevidade da população; o crescimento da demanda por serviços focados na prevenção e não na doença; a pressão por custos; a busca por eficiência e qualidade; a grande fragmentação do setor e a expansão dos horizontes do cuidado e da atuação dos players são pontos importantes a serem observados.

A mudança do perfil do paciente é outro impulsionador. Ele passa a ser visto mais como cliente e consumidor de serviços, muito mais empoderado com acesso à informação, buscando melhores jornadas, mais conveniência, agilidade, conexão e simplicidade e, em especial, prevenção.

Em paralelo a tudo isso, a medicina avança – e existem muitas tendências e frentes de inovação. Isso inclui a pesquisa e desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial e machine learning, de novas drogas, de inovações para a identificação de doenças e de protocolos mais otimizados, além da telessaúde e das tecnologias de monitoramento remoto para engajamento do paciente.

A saúde preventiva, o surgimento de terapias adicionais e a gestão da saúde populacional também fazem parte dessas frentes, junto ainda da busca pelo valued based care.

E a pandemia, sem precedentes, acelerou esse processo de mudanças e vem quebrando resistências no setor de saúde. Novas formas de oferecer serviços, novas tecnologias despontando e fazendo parte da vida das pessoas e do cuidado.

Atuando para que a inovação em saúde traga impactos na medicina diagnóstica

Pode-se dizer que todos esses movimentos resultam no início de um profundo redesenho do setor, que afeta positivamente pacientes, profissionais, centros de medicina diagnóstica, hospitais e todos os stakeholders envolvidos no ecossistema.

É preciso estar atento e cuidar para que, diante dessa necessidade emergente de transformar, não sejamos engolidos pela ânsia de inovar sem propósito ou objetivos definidos. Posto isso, um olhar para a sustentabilidade dessa inovação em saúde que buscamos promover deve ser o ponto de partida. O que, de fato, está sendo criado para responder às necessidades do mercado?

É preciso que a tecnologia seja pensada sob a ótica do quão valorosa é para toda a cadeia e como isso impacta em todos os stakeholders.

Qual é o papel da inovação em saúde?

Novas tecnologias devem, prioritariamente, aumentar o papel e a autonomia do paciente no seu atendimento, quebrar as barreiras físicas e ter foco em interoperabilidade de dados, qualidade e eficiência.

Afinal, existe, cada vez mais, a necessidade de olhar para a jornada do paciente em sua totalidade. Paciente, este, que passou a ter um novo olhar muito mais criterioso e exigente para a sua saúde.

Em suma, é preciso estar atento ao fato da tecnologia ser produzida por pessoas em favor dos negócios e da vida, cabendo aos gestores do setor entender e contextualizar as ferramentas disponíveis. Só assim a inovação em saúde terá o impacto esperado no futuro da medicina diagnóstica.

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