• 16 de Dezembro de 2019

 

As vacinas no Brasil são consideradas políticas públicas de saúde. Com a função de estimular o organismo a produzir respostas imunológicas, esse é um recurso fundamental para prevenir e erradicar doenças, e mantê-las sob controle.

Ainda que existam alguns poucos movimentos contrários à vacinação no Brasil e no mundo, que prejudicam a cobertura na população, a maior parte das pessoas entende a importância dessa prática. Assim, cabe aos profissionais de saúde e aos laboratórios trabalharem as informações corretas, para evitar o retorno de enfermidades já inexistentes.

Para entender como fazer isso, neste post, vamos abordar como as vacinas contribuem para a medicina preventiva, a partir do panorama atual, e mostraremos quais são os impactos para os laboratórios e como se adequar às novas demandas. Acompanhe!

Como são as políticas de vacinação no Brasil?

O movimento antivacinação no Brasil e no mundo exige um cuidado maior com as políticas direcionadas à imunização dos habitantes. A cobertura da população vem caindo nos últimos anos, o que pode causar o retorno de doenças erradicadas.

Um exemplo foi o sarampo, que tinha sido eliminado no Brasil em 2016, mas voltou a aparecer em 2019, inclusive, com vários casos de surto pelo país. O motivo para isso é a baixa imunização das crianças, principalmente.

Para ter uma ideia, em 2018, apenas a vacina BCG atingiu a meta de 95% de imunização do público-alvo. O restante apresentou percentuais mais baixos, especialmente nos casos em que há segunda dose, como é o caso da tríplice viral, que alcançou 76,3% do esperado.

Entre os fatores que contribuem para esse cenário, está a falsa segurança das pessoas, de acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha. A segunda razão é a hesitação, ou seja, o receio de reações adversas.

Apesar disso, as políticas de vacinação no Brasil são amplas. De acordo com dados do Ministério da Saúde, são entregues mais de 300 milhões de doses todos os anos aos postos de vacinação. O órgão ainda destaca que:

Pela primeira vez, o governo federal estabeleceu a cobertura vacinal como meta prioritária para a gestão de saúde no País. O Movimento Vacina Brasil visa reverter o quadro de queda das coberturas vacinais no País, pensando inclusive em horários alternativos nas UBS [Unidades Básicas de Saúde] para vacinação.

Para fortalecer as políticas de vacinação, o governo federal elabora um Calendário Nacional de Vacinação, que contempla crianças, adolescentes, idosos, adultos, gestantes e povos indígenas. São oferecidas 19 vacinas que protegem contra mais de 20 doenças.

A expansão do setor nos últimos anos

Os resultados negativos de cobertura vacinal não implicam redução do setor, pelo contrário. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil é referência internacional em política pública de saúde.

Essa iniciativa começou há mais de 100 anos, com a primeira campanha de vacinação em massa. Na época, foi criada por Oswaldo Cruz e teve o objetivo de controlar a varíola. Desde então, uma atuação mais ampla foi conquistada.

Para ter uma ideia, 35 mil postos de distribuição de vacina estão disponíveis no Brasil. O PNI oferece 44 imunobiológicos, sendo 27 vacinas, 13 soros heterólogos (imunoglobina animal) e quatro homólogos (imunoglobulina humana).

Além disso, todas as vacinas recomendadas como saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS) são oferecidas de forma gratuita pelo SUS.

Para os próximos anos, ainda há preocupação, já que o Ministério da Saúde indicou uma redução de R$ 393,7 milhões para despesas com compra e distribuição de vacinas em 2020. O valor investido deverá ser de R$ 4,9 bilhões, uma queda de 7% para o orçamento da atividade.

Com isso, os laboratórios terão uma responsabilidade maior, já que deverão incentivar os pacientes a se vacinarem. A ideia é formar uma parceria estratégica para o fornecimento das imunizações necessárias.

Quais são os impactos das transformações nos laboratórios?

Fazendo parte do setor de saúde, os laboratórios são impactados pelas políticas de vacinação brasileiras. Primeiro, é preciso entender que o mercado de imunização tem características próprias e uma lógica diferenciada.

Isso significa que o mercado é afetado por fatores diversos, como a intensificação da circulação de mercadorias e pessoas, a devastação da natureza, as mudanças climáticas e a persistência de problemas sociais estruturais. Devido à complexidade, o resultado é a necessidade de criar estratégias mais amplas de prevenção das doenças.

Para chegar a esse patamar, é preciso que os laboratórios se coloquem como alternativas à vacinação no Brasil. É preciso apresentar um atendimento diferenciado e capacitar as equipes para estarem dispostas a prestar as informações necessárias.

O papel sempre deve ser o de reforçar a resposta do sistema de saúde, seja público, seja privado. Além de representar uma possibilidade de lucro, também contribui para a saúde populacional — portanto, é uma grande responsabilidade.

Como se adequar às novas demandas das vacinas no Brasil?

Para se ajustarem a esse novo cenário das vacinas no Brasil, os laboratórios precisam contar com tecnologia. Mais que ter os itens de imunização à sua disposição, é necessário entregar saúde com qualidade.

Como fazer isso? A resposta está no sistema de gestão laboratorial, que trará informações relevantes para o seu negócio e a população atendida. Por meio dessa solução, você obtém:

  • eficiência operacional, por aplicar as melhores práticas do mercado e controlar mais os processos pela automação;
  • gestão do atendimento, devido à redução do tempo de espera do paciente para a realização do cadastro e vacinação;
  • inteligência de negócios, a fim de obter indicadores e visualizar os dados de imunização de forma real e, assim, tomar decisões acertadas sobre estoque, campanhas e outras informações relevantes;
  • gestão financeira, com controle do estoque e rotina administrativa automatizada;
  • interfaceamento, para analisar resultados com segurança e rapidez e integrar a automação dos equipamentos ao controle da qualidade analítica;
  • integração, com o objetivo de trocar informações entre sistemas do laboratório.

Além disso, é importante que a solução tenha um módulo de vacinas para trazer eficiência à atividade, rastreabilidade e segurança no manuseio dos lotes e aumentar as chances de fidelização dos pacientes. Ao seguir essas dicas, seu laboratório estará preparado para atender às novas demandas e oferecer uma gama de serviços mais ampla.

Agora que você entende qual é o panorama das vacinas no Brasil e o papel do seu laboratório nesse cenário, fica a responsabilidade de escolher o melhor sistema de gestão para implementar aos colaboradores. E sua empresa, está preparada?

Se encontrar a solução certa para o seu laboratório é o seu objetivo, entre em contato com a Shift. Além de ter todos os recursos indicados à sua disposição, ainda há outros benefícios, como a conformidade com os programas de acreditação. É só conversar com um dos nossos consultores e saber mais.


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