• 08 de Junho de 2020

 

Quando se trata de atividades relacionadas ao transporte de material biológico humano, é fundamental seguir uma série de regras a fim de garantir a estabilidade da amostra e também a segurança dos profissionais envolvidos. Para regular essa questão, existe a RDC 20 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A resolução engloba pontos referentes a todas as etapas desse transporte e as responsabilidades dos envolvidos. Por isso, é essencial que os laboratórios clínicos entendam em detalhes essa medida para, além de seguir a legislação sanitária, fazer um trabalho adequado e de qualidade.

Quer conhecer mais sobre a RDC 20, seus principais pontos e como ela reflete nos laboratórios? Então não deixe de acompanhar nosso post e descubra também como as soluções da Shift podem ajudar com a rastreabilidade dos processos. Boa leitura!

Qual é a importância dessa resolução da Anvisa?

A Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa nº 20, de 10 de abril de 2014, é extremamente necessária, visto que apresenta um regulamento sanitário para padronizar o transporte de material biológico humano.

Segundo Gabriel Venturini, Analista de Negócios da Shift, são regras que se aplicam a todo remetente, transportador, destinatário e demais envolvidos em todo o processo. A RDC 20 é dividida em capítulos que discorrem sobre as responsabilidades, a embalagem e o acondicionamento das amostras, e a rotulagem dos materiais.

É importante destacar que o transporte de amostras é parte integrante da fase pré-analítica. “Portanto, dentro do contexto de toda a cadeia produtiva de um laboratório clínico — na qual temos de desempenhar excelentes papéis para que a amostra seja coletada em quantidade suficiente, em um recipiente adequado e identificada com clareza — o transporte adequado é fundamental para a estabilidade do material e resultados confiáveis”, salienta Venturini.

Os gestores dos laboratórios devem saber ainda que essa resolução não é a única norma vigente para o transporte de materiais. Portanto, além de um profundo conhecimento sobre sua aplicação, é preciso que conheçam também as outras legislações aplicáveis.

Quais são os principais pontos da RDC 20?

A RDC 20 apresenta pontos específicos para cada tipo de material a fim de garantir sua integridade e segurança, e também para minimizar os riscos sanitários da operação. Estabelece, assim, a adoção de medidas de biossegurança em todas as etapas do transporte.

Além disso, as operações devem estar registradas por meio de instruções escritas e atualizadas. Essas informações devem estar disponíveis para todo o pessoal envolvido no processo e ser revisadas sempre que houver alterações ou, no mínimo, anualmente.

Confira a seguir outros pontos estabelecidos na resolução.

Classificação das amostras

Os materiais são classificados como:

  • substâncias infecciosas da Categoria A;
  • substâncias biológicas da Categoria B;
  • espécime humano de risco mínimo;
  • materiais biológicos isentos.

“Cada categoria apresenta suas especificidades em relação ao transporte e à rotulagem. Por isso, é recomendado que cada laboratório avalie as características dos materiais transportados”, acrescenta Venturini.

Embalagem e rotulagem

Há normas referentes às embalagens utilizadas e à rotulagem das amostras, sempre considerando o tipo, a classificação de risco e os requisitos de conservação de cada material.

A abertura das embalagens pelo destinatário deve ser feita em local apropriado e seguro a fim de não comprometer a amostra nem trazer risco por conta dessa exposição ao profissional.

Transporte terceirizado

Há regras também para as situações em que esse transporte é realizado de forma terceirizada, já que esse prestador de serviço deve estar licenciado junto ao órgão de vigilância sanitária local.

Treinamento dos profissionais

A Resolução da Anvisa determina ainda que os profissionais diretamente envolvidos em cada etapa do processo de transporte dessas amostras devem receber treinamento regular, específico e compatível com a sua função e com a natureza do material transportado.

Como a norma reflete no trabalho dos laboratórios clínicos?

O principal objetivo da RDC 20 é garantir a segurança do transporte de amostras, seja ele executado em estrutura própria ou terceirizada.

“Os laboratórios devem realizar um rigoroso acompanhamento na execução de seus processos, no treinamento e na capacitação contínua dos colaboradores envolvidos. É fundamental também a existência de mecanismos para investigações de eventuais não conformidades, bem como para a implementação de medidas corretivas e preventivas”, alerta Venturini.

O impacto na qualidade do serviço e na segurança do paciente

O laboratório clínico oferece um diferencial em seus serviços quando posiciona o paciente no centro de suas ações. Dessa forma, inicia-se uma busca por uma maior segurança e excelência nos processos laboratoriais, o que vai resultar em uma melhoria contínua para a instituição.

“Nesse sentido, a RDC 20 impõe padrões importantíssimos para a execução do processo de transporte de amostras. Assim, além de empregar esforços para o cumprimento da legislação, os laboratórios melhoram os serviços entregues”, comenta o analista de Negócios da Shift.

Como a Shift pode ajudar os laboratórios nessa questão?

Os laboratórios devem seguir o que estabelece a norma da Anvisa para o transporte de suas amostras, sendo necessário, desse modo, ter total rastreabilidade no processo.

E, nessa questão, a Shift pode ajudar. “São soluções que englobam a abertura de malotes e caixas de transporte, o controle do tempo de transporte e da temperatura, além da fácil identificação de todos os responsáveis envolvidos no processo”, explica Venturini.

O rastreamento ocorre por meio do registro de cada atividade realizada no sistema e também pela inserção de informações pelos usuários. Os processos ficam armazenados, gerando informações que são importantes não só para o laboratório, mas também para a própria Vigilância Sanitária ou outros órgãos competentes em momentos de inspeção.

“Tudo isso é compilado em relatórios e indicadores que fornecem informações cruciais e ajudam no gerenciamento e na melhoria dos processos. Destaca-se também a facilidade de obtenção de dados quando solicitados pelos órgãos competentes na verificação de aplicação das normas”, finaliza o Analista de Negócios da Shift.

Para realizar um trabalho de excelência e atender à legislação sanitária, os laboratórios clínicos precisam seguir o que regulamenta a RDC 20 da Anvisa. Dessa forma, há garantia da estabilidade e integralidade das amostras, o que vai gerar resultados precisos nos exames.

Quer conhecer as soluções de rastreamento da Shift para seu laboratório seguir o que preconizam essas normas da Anvisa? Entre em contato com a nossa equipe e fique por dentro de todas as vantagens dessa tecnologia!


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