Inovação na medicina diagnóstica e preventiva

  • 20 de julho de 2022

 

O impacto das movimentações financeiras em decorrência dos investimentos e capital injetado no setor da saúde tem sido gigantesco. Com isso, muitas das tendências que eram observadas no passado estão se tornando realidade.

Outro ponto importante de ser pontuado, nesse contexto, é que a visão de cuidado também sofre uma inflexão do modelo reativo, que trata a doença em si, para um modelo mais preventivo e preditivo, com foco na saúde de cada indivíduo.

Mas, qual a relação disso tudo com a inovação aberta? Onde ela entra e qual o seu papel?  Esse conteúdo traz algumas contextualizações sobre esse conceito e como ele pode ser aplicado na prática.

Definindo o conceito de inovação aberta

Antes de falar do seu papel, vale trazer para a discussão uma explicação conceitual. A inovação aberta é um termo abrangente criado por Henry Chesbrough, professor e diretor-executivo no Centro de Inovação Aberta da Universidade de Berkeley e chairman do Centro de Open Innovation – Brasil.

Segundo ele, trata-se do uso de fluxos de entrada e saída de conhecimento para acelerar a inovação interna e expandir os mercados para o seu uso externo.

A principal característica desse modelo é promover todo esse processo através da colaboração com pessoas e organizações externas à empresa. Ou seja, a inovação aberta rompe com uma cultura corporativa dos silos, considerando, principalmente, que nenhuma inovação acontece de maneira independente.

Hoje, temos visto empresas dos mais diversos setores apostando nessa frente. Quando olhamos para a área de saúde e para a medicina diagnóstica, um importante elo da cadeia, o protagonismo da inovação aberta é ainda mais evidente e crescente.

Por que a inovação aberta ganhou protagonismo no setor?

O apetite de investimento no mundo digital está diretamente relacionado com a nova realidade: pacientes mais empoderados, que priorizam jornadas que garantem agilidade, conexão e simplicidade.

Não podem mais existir limites na inovação e transformação dos negócios no setor da saúde, pois a eficiência operacional precisa ser alcançada – e a tecnologia é parte fundamental neste processo. Ela deve estar presente para romper barreiras e levar diferentes formas de acesso aos pacientes, garantindo sua satisfação.

Além disso, a inovação, por meio da tecnologia, é um dos elementos-chave para posicionar-se e fortalecer-se no mercado. O atendimento, por exemplo, precisa ser oferecido de forma acolhedora, desde a chegada do paciente até a entrega do resultado dos exames. Cada vez mais, vemos laboratórios e centros de diagnóstico garantindo isso com atenção aos detalhes, qualidade e eficiência.

Aliás, a importância da informação e da prevenção foi reforçada com a pandemia, assim como o valor ao atendimento humanizado e personalizado, visto que os pacientes precisam se sentir tranquilos e seguros.

Construindo a inovação aberta na prática

O desafio de promover melhorias na saúde e bem-estar das pessoas é grande, complexo e envolve muita cooperação e coordenação entre os inúmeros participantes desse ecossistema.

É fato que coordenar iniciativas isoladas não é uma tarefa simples. Isso porque estamos cada vez mais conectados e, ao mesmo tempo, dependentes.

Com esse entendimento e praticando seus valores de protagonismo e vínculos profundos de relacionamento, a Shift iniciou a jornada de construção do Health Square, um hub de inovação aberta.

O objetivo é conectar a empresa, seus clientes e parceiros às tecnologias que estão surgindo, liderando novas oportunidades de negócios, fontes alternativas de receita e diferenciais competitivos.

A busca é por soluções que explorem a omnicanalidade e permitam interações via aplicativo, telefone, mensagens, e-mail, site e até mesmo no ambiente físico. O radar também está em tecnologias que assistam o reconhecimento do paciente, reduzam o tempo de espera, facilitem o agendamento e diminuam qualquer tipo de fricção.

Pensando em novos negócios, o Health Square procura oportunidades de parcerias e investimentos em startups que desenvolvam novas formas de testagem e diagnóstico, como os testes laboratoriais remotos; exames digitais não invasivos; soluções que trazem inteligência para os resultados e sirvam de apoio para o diagnóstico clínico, bem como tecnologias de prevenção e soluções de acesso à saúde.

E, por falar em prevenção, embora o foco seja ainda incipiente, ela é fundamental para que possamos viver mais e com mais qualidade. Com essa tese, a TechBalance foi uma das primeiras a integrar o Health Square. A startup foca na prevenção de quedas e lesões e tem como missão melhorar a saúde motora das pessoas e promover um envelhecimento mais saudável e com qualidade de vida.

Em suma, é preciso sair do ambiente corporativo e apostar na conexão.  Daí a necessidade de estar aberto a colaborar com outros ecossistemas e players de mercado que sejam capazes de nos trazer oportunidades e aprimoramentos nas tecnologias. Principalmente, pensando na jornada do paciente e em como colocá-lo cada vez mais ao centro do negócio.


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