As áreas de saúde e de medicina diagnóstica sempre enfrentaram uma série de desafios diante da missão de equilibrar a efetividade clínica, a qualidade do atendimento e os custos de manter toda a operação. Esta nunca foi uma equação simples de ser resolvida. No entanto, pode-se dizer que nos últimos dois anos e meio uma pandemia e uma série de outros fatores macroeconômicos deixaram esse cenário ainda mais adverso.

Nesse contexto, buscar formas de aumentar o controle e possibilitar um olhar mais aprofundado para a gestão financeira e administrativa é extremamente importante para os centros de medicina diagnóstica – e a tecnologia, aliada ao uso de indicadores, emerge como uma excelente alternativa para apoiar nesses objetivos e garantir a sustentabilidade dos negócios.

Relembrando as adversidades enfrentadas pela medicina diagnóstica

O protagonismo da medicina diagnóstica na Saúde é diretamente proporcional aos desafios enfrentados pelo setor. Estamos falando de um segmento que continuamente está suscetível às alterações no ambiente em que está inserido. Questões relacionadas à regulação, regulamentação, novas legislações e a concorrência no oferecimento de exames, como as farmácias, por exemplo, são importantes pontos a serem avaliados.

Combinado a isso, estão as intercorrências econômicas, como o aumento dos custos relacionados aos materiais e medicamentos indispensáveis para a realização de determinados exames e procedimentos diagnósticos, escassez desses insumos no mercado e as constantes altas nas tarifas de energia elétrica. Além disso, outras importantes despesas, como a folha de pagamento, têm sofrido uma grande variação, impactadas pelos reajustes dos dissídios coletivos e também pelo Projeto de Lei (PL 2564/2020), que fixa o piso salarial dos profissionais de enfermagem. Estima-se um aumento dos custos  para o setor de medicina diagnóstica de 9,5%, somente com essa importante categoria.

Se não bastassem todas essas pressões do mercado, também existe uma forte discussão com as operadoras de saúde que, como é sabido, são ainda responsáveis pela maior parte da receita geral dos laboratórios. Também é fato que, embora tradicionalmente as glosas já façam parte da rotina de faturamento dos laboratórios, quanto mais adverso fica o cenário, maior é o seu impacto sobre os negócios.

A questão é: como responder a esses desafios sem afetar a sustentabilidade ou a qualidade do serviço prestado ao paciente?

Tecnologia, sistemas e indicadores: aliados importantes diante dos desafios do setor

A alta disponibilidade de indicadores e a rastreabilidade das informações são aspectos que fazem cada vez mais diferença no setor de medicina diagnóstica e preventiva e, diante desse cenário adverso, isso é ainda mais latente.

Os indicadores têm um papel fundamental, pois, em linhas gerais, são as ferramentas que permitirão ao laboratório acompanhar a efetividade de ações tomadas, como redução de erros em guias, consequente redução de glosas, aumento do ticket médio, entre outras.

É com base nos indicadores que é possível acompanhar a evolução de metas e tomar decisões rápidas e assertivas, pois permitem identificar mais facilmente pontos que precisam ser otimizados diante de tantas adversidades. Em resumo, os indicadores pautam as decisões estratégicas dos gestores.

Meios de controlar as chances de uma glosa acontecer também são cruciais nesse momento. É o caso, por exemplo, da rastreabilidade de guias, controle e monitoramento de erros de guias, integração de autorização online, entre outros.

Do ponto de vista da relação com os fornecedores, é importante gerenciar todo o processo de compras com rastreabilidade e acompanhamento das diversas etapas, desde a cotação até a emissão da ordem de compra, incluindo hierarquia da aprovação.

Conseguir traçar um cronograma de pedidos realizados ajuda a ter bastante clara a visão dos valores pagos. Em paralelo, é preciso gerenciar os estoques para saber quando estão em seu limite e de ter um processo de entrada de materiais automatizado, capaz de garantir rastreabilidade por todas as etapas, com controle internos dos lotes e validade dos itens.

Já no que tange controle financeiro, quanto mais unidade na visualização das contas do laboratório, dos saldos e maior o acompanhamento dos orçamentos, fluxo de caixa, indicadores e as contas a pagar e receber, melhor será o controle. Aliás, tudo precisa estar integrado:  sistemas contábeis, folhas de pagamento e faturamento.

Nesse sentido, contar com soluções que permitem gerenciar de maneira completa as rotinas administrativas, incluindo compras, estoque, faturamento e gestão financeira, que funcione totalmente integrada ao Sistema de Informação Laboratorial é um ponto de partida extremamente importante  para alcançar eficácia no processo.

Onde entra a Shift?

A Shift é uma empresa especializada em Tecnologia da Informação (TI) para medicina diagnóstica e preventiva, que com seu conhecimento de mercado e inovação desenvolveu  soluções que incorporam todas as particularidades do setor laboratorial.

O Shift Controller, por exemplo, é a solução da Shift que gerencia de maneira completa todas essas  rotinas e funciona totalmente integrada à Plataforma Shift, trazendo mais transparência na gestão administrativa e financeira.

Além disso, a Shift tem trabalhado cada vez mais no desenvolvimento do Shift BI para chegar a um ponto de excelência em visualização e análise de dados. A solução gera informações que permitem a análise de diversas variáveis visando fornecer dados precisos e estratégicos para a gestão do laboratório.

Quer saber mais e ter mais clareza como ter uma gestão mais transparente e controlada nesse cenário adverso? Baixe nosso e-book sobre indicadores e veja como orquestrar essa questão.


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