Tecnologias disruptivas: como elas estão transformando a medicina diagnóstica?

  • 23 de março de 2022

 

A tecnologia não ocupa mais o papel de coadjuvante, com a função apenas de auxiliar ou dar apoio a profissionais e empresas. Impossível pensar em estratégia, sustentabilidade, ter um  olhar a longo e médio prazo sem ter tudo isso em foco.

Estamos falando, sem dúvidas, de um dos pilares da sustentação e renovação dos negócios. Por isso, as tecnologias disruptivas têm sido pauta dos principais líderes, nos mais variados segmentos. Cada vez mais, percebemos esta disciplina inserida nas áreas de  negócios e nas grades multidisciplinares das universidades. Mas, quais são as principais tendências?

O que está, de fato, mudando a maneira como interagimos com o mundo? Quais são as tecnologias disruptivas que ajudam as empresas a mudarem suas práticas e agilizarem seus processos? Como as tecnologias disruptivas podem ajudar a solucionar problemas?  E na medicina diagnóstica, quais as novidades?

Entendendo o significado de disrupção e de tecnologias disruptivas

O conceito de disrupção, em português, está associado ao ato de romper, de interromper o curso natural, de gerar uma ruptura. A etimologia da palavra disrupção vem do latim “disruptio.onis”, ou seja, fratura ou quebra.

Uma disrupção difere de uma revolução. Afinal, seu propósito não é derrubar uma ordem existente e sim introduzir uma novidade que fará parte dessa ordem. Ou seja: estamos nos referindo ao surgimento de algo que causará efeitos profundos de mudança.

Quando associada à inovação e trazida para o contexto tecnológico e corporativo, a disrupção é tratada, praticamente, como um novo modelo de negócio que surge propondo algo diferente e inédito, rompendo com os padrões já existentes e em vigência.

Vale destacar que nem sempre uma inovação é uma disrupção. Porém, toda disrupção é uma inovação.

Para exemplificar, os mecanismos de pesquisa on-line e os streamings de vídeos podem ser considerados disrupções: o primeiro por substituir as enciclopédias tradicionais e o segundo as locadoras de vídeo.

O termo tecnologias disruptivas foi criado originalmente por um professor de Harvard, Clayton M. Christensen, e emerge como uma excelente alternativa para as pequenas empresas se manterem vivas no mercado. Já para as grandes, é uma ferramenta de reposicionamento.

As tecnologias disruptivas no mundo dos negócios

Agora que já explicamos o conceito, vamos à aplicação. Se pararmos para pensar, toda empresa hoje é uma empresa de tecnologia. Até por este motivo, por mais estranho que pareça,  atualmente é insensato deixar os projetos desta natureza 100% nas mãos dos departamentos de TI. É preciso alinhamento e envolvimento de todos os envolvidos no processo.

Com este cenário, as barreiras físicas se romperam. O mundo globalizado se expandiu, ampliando ainda mais o acesso a informações relevantes em múltiplas plataformas e canais. Isso aumentou consequentemente a velocidade com que as coisas acontecem.

Não existem mais limitações e tudo pode ser feito a qualquer hora, a partir de qualquer lugar. O aumento da competitividade exige mais imediatismo e adaptação para atender às demandas de mercado, conquistar e, principalmente, reter clientes.

Além disso, o consumidor, diante deste cenário, está cada vez mais empoderado, buscando por excelência e personalização. Ou seja, nesse cenário contemporâneo, cada vez mais incerto, volátil, ambíguo e não-linear, é impossível endereçar as constantes transformações no mercado isoladamente. É por isso que as tecnologias mais disruptivas estão cada vez mais prevalentes e necessárias.

As tendências das tecnologias disruptivas

Vivemos, sem dúvidas, em mundo onde o real e o virtual se misturam e o futuro tende a ser cada vez mais “Figital”. Esse conceito, originado a partir da fusão entre as palavras “físico” e “digital”,  ilustra exatamente uma nova abordagem que visa oferecer experiências memoráveis aos clientes por meio da conexão entre esses dois mundos, que já não podem ser pensados isoladamente.

As experiências passaram a ser híbridas em diversas esferas da nossa vida: no varejo, na saúde, no setor financeiro e nos demais segmentos que permeiam a rotina das pessoas. Segundo a consultoria de pesquisas Gartner, tudo o que envolve um mundo mais inteligente impactará em diversos mercados.

Nesse contexto, entre as tecnologias disruptivas que podemos citar está o “digital twin” — ou gêmeo digital, em português — que representa um salto significativo na forma como empresas poderão desenvolver, avaliar e aprimorar os seus produtos. A ideia por trás desse conceito é criar uma réplica virtual, completamente fiel a um objeto físico, de modo que esse modelo digital consiga fornecer todas as perspectivas e dados importantes sobre a utilização do produto.

Os chamados espaços inteligentes e os assistentes virtuais avançados, somados a uma especificidade maior nas experiências dos usuários e nas interações que ocorrem de múltiplas formas, também estão inseridas nesse contexto de tecnologias disruptivas que tornam o mundo mais dinâmico.

Ao mesmo tempo, as tecnologias disruptivas emergem também como facilitadores de negócios, que impactam as empresas e mudam práticas, processos, métodos, modelos ou funções.

Além disso, estamos vivenciando uma verdadeira revolução da produtividade, conduzida pela junção de tecnologias e tendências que ajudam as organizações a resolverem problemas de forma mais rápida, quando comparado às pessoas. Essa revolução se constrói com base nas tecnologias disruptivas  de inteligência artificial e nas capacidades de computação estendida.

Também são apontadas como tendências, diante da necessidade de proteger esse mundo cada vez mais digital, as capacidades de segurança onipresentes e transparentes.

Como ficam as tecnologias disruptivas e a inovação na medicina diagnóstica? 

Quando focamos nosso olhar na saúde e na medicina diagnóstica, existem algumas aplicações-chave das tecnologias disruptivas, em especial na busca pela eficiência operacional e redução de custos.

A inteligência artificial (IA) poderá ser utilizada, por exemplo, desde ferramentas de apoio ao diagnóstico por imagem, até sistemas de predição de risco populacional com potencial de evitar que algumas condições se agravem. No âmbito laboratorial, a IA e a ciência de dados ajudarão a otimizar os fluxos de trabalho e tornar essas instituições mais sustentáveis, não só do ponto de vista de recursos, mas também visando a redução de testes desnecessários.

A internet das coisas médicas e os “weareables” entram como outras tecnologias disruptivas importantes para o setor e contribuem para que o monitoramento da saúde seja contínuo e em tempo real. Além disso, com o crescimento e envelhecimento populacional e pressões orçamentárias, a saúde do futuro continuará enfrentando os mesmos desafios de hoje: potencializar sua operação reduzindo custos e retrabalho.

Para os laboratórios e centros de diagnósticos, isso quer dizer que indicadores como throughput e custos por testes permanecerão como drivers do desenvolvimento tecnológico. Nesse sentido, um grau maior de automação e integração será cada vez mais demandado em um setor que se consolida em grandes grupos.

Um olhar para o futuro

Já observamos novos tipos de exames, inclusive não invasivos, como as análises da respiração e da voz. O ar da respiração tem uma combinação de substâncias e o padrão desses compostos podem ser ligados a algumas doenças. Já a análise da voz, como modalidade diagnóstica, é algo relativamente novo. Hoje, já existem algoritmos desenvolvidos para análise de voz que vêm apresentando sucesso na detecção de doenças arteriais coronárias.

As tecnologias disruptivas mobile também deverão ter um papel importante na medicina laboratorial do futuro, especialmente em regiões remotas e com poucos recursos. Diversos estudos demonstram que os processos de autogestão do cuidado, baseado em intervenções da saúde digital, são efetivos na melhoria de comportamento e desfechos clínicos de pacientes com doenças crônicas, por exemplo.

Inovação na medicina diagnóstica: um caminho sem volta

A verdade é que não há limites para que os horizontes sejam expandidos quando estamos falando de tecnologias disruptivas. Vemos que CEOs de vários segmentos e mercados estão buscando investir cada vez mais em tecnologia e quanto maior sua curva de maturidade, maior ainda é a necessidade de buscar pela inovação, impactando diretamente nas metas e resultados da organização para alcançar o seu objetivo.

Em suma, o ritmo das mudanças nunca foi tão rápido e não voltará a ser tão devagar. Como você se vê diante desse cenário?


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