Nome social: como a tecnologia ajuda a tornar o laboratório cada vez mais inclusivo

  • 22 de junho de 2022

Na busca constante por melhores experiências, a humanização é um ponto que faz toda a diferença. Mais do que esperar pela qualidade dos serviços que lhe são oferecidos, pacientes esperam uma jornada mais próxima, com senso de acolhimento, cuidado e até mesmo representatividade.
Nesse contexto, o registro correto do nome social ganha cada vez mais importância em uma sociedade cuja valorização da diversidade é cada vez mais fortalecida nas mais diversas esferas, inclusive na busca por organizações mais inovadoras.
No sistema público de saúde, a utilização do nome social já é lei. No segmento privado, apesar de não ser obrigatório, se faz fundamental que laboratórios, centros de medicina diagnóstica e demais instituições de saúde particulares – ou que atendam a saúde suplementar – tenham sensibilidade diante da causa e promovam as modificações necessárias.
Mas, como se adequar e adotar uma posição mais inclusiva em seu laboratório? A tecnologia e as soluções de gestão laboratorial são aliadas e podem contribuir nessa tão importante jornada. Continue a leitura e entenda como!

Esclarecendo o nome social

Desde o advento do Código Civil de 2002, ser registrado com um nome é considerado um direito de personalidade. Porém, algumas vezes, as pessoas não gostam ou não se identificam com o nome que lhes foi atribuído na ocasião – e isso pode acontecer por diversos motivos.
No caso de pessoas trans e não-binárias, o nome que possuem como registro inicial, com base em sua condição biológica, não corresponde ao gênero com o qual a pessoa se identifica. Nesse caso, o nome social é aquele que a representa diante da sociedade, podendo coincidir ou não com a designação dada na certidão de nascimento.

Por que o nome social deve ser levado a sério pelos laboratórios?

O nome social aporta condições para a universalidade, acolhimento integral e entendimento das necessidades do paciente, criando um contexto favorável para a promoção de respeito e geração de qualidade de vida.
O decreto 8.727 de 28 de abril de 2016 regulamenta o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais. A Receita Federal do Brasil, por meio da instrução normativa 1.718/2017, permitiu a colocação do nome social no CPF.
Essas duas regulamentações têm grande relevância na promoção de cidadania e respeito à população, exigindo que as instituições e organizações promovam adaptações para o atendimento adequado a transgêneros, por exemplo.

No caso dos laboratórios e centros de medicina diagnóstica, é muito importante que se dediquem na sua utilização correta. Como o objetivo é atender a todos de maneira igualitária e sem discriminações, o nome social é fundamental para garantir uma boa experiência dos pacientes que buscam o reconhecimento de identidade de gênero.
Trata-se da legitimação e inclusão da identidade de gênero das pessoas trans, sendo também uma forma de criar uma maior aproximação e confiança no atendimento. Ele não deve ser visto como um adicional, mas sim como uma questão essencial para os laboratórios.
A não referência ao nome social é sujeitar essas pessoas a um possível constrangimento. Situações como essas, somadas a tantas outras cenas de exclusão e discriminação, prejudicam a saúde mental do paciente e estimula o isolamento social e a não adesão aos tratamentos.

Como a tecnologia pode ajudar os laboratórios a endereçarem os desafios com nome social

Por um lado, temos um atendimento humanizado, fator essencial para gerar maior conexão entre paciente e centro de diagnóstico. Por outro, a tecnologia que ao mesmo tempo em que automatiza e traz mais agilidade ao processo, também aumenta a eficiência e disponibiliza informações para facilitar e consolidar uma experiência positiva desde o pré até o pós-analítico.
A tecnologia pode ser o elemento decisivo para incorporar o nome social em toda rede de atendimento.
Sistemas informatizados adaptados proporcionam condições para que os profissionais tenham as informações certas em mãos, oferecendo o tratamento ideal para o paciente, evitando retrabalho, fornecendo rastreabilidade de atividades e segurança.

A Shift desenvolvendo tecnologia que garante a adesão às políticas de diversidade

A SBPC/ML (Sociedade Brasileira de Patologia Clínica- Medicina Laboratorial), a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e o Conselho Brasileiro de Radiologia (CBR) reuniram-se para a formação de um posicionamento referente ao uso do nome social e atendimento de pessoas trans.
O estudo sobre medicina inclusiva aplicada a pacientes transgêneros norteou o aperfeiçoamento do software de gestão laboratorial da Shift, que permite ter a informação adequada no momento necessário.
As soluções de gestão laboratorial da Shift permitem que, do atendimento da recepção até a entrega do laudo, a informação do nome social esteja presente.
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